|Artigos|Um certo João Sebastião
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Paulo Botelho – GPN
”A poesia desprende-se de suas harmonias como suave perfume. – Poesia musical, eis o resumo da música de Bach”.
(Albert Schweitzer, Ecologista, Prêmio Nobel da Paz de 1952).
Joannes Sebastian (João Sebastião) Bach. Dele Chopin dizia: “Bach nunca envelhece. A estrutura de sua obra é igual ao desenho perfeito de uma figura geométrica, onde tudo tem seu lugar e não há uma única linha a mais”.
Bach é reconhecido como o maior mestre da harmonia. E com razão. Ele é também um poeta dos mais sublimes e está entre aqueles que, como Shakespeare, se elevam para muito além do domínio da forma. Suas cantatas nunca são comportadamente cristãs e nem devotamente sacras. – Elas são apaixonadas, repletas de sentimentos poderosos, arrebatadores, refinados!
Com o tempo as fontes ficam cada vez mais próximas. Beethoven, por exemplo, não precisou estudar tudo o que Mozart precisou estudar. Como Bach eles conseguiam elaborar, mentalmente, suas estruturas e só as colocavam na partitura uma vez satisfeitos com o que compunham. – É só ouvir a Nona Sinfonia de Beethoven ou a Flauta Mágica de Mozart.
O Stabat Mater, por exemplo; do Latim “Estava a Mãe”: são as duas primeiras palavras de uma das mais belas cantatas de Bach. Texto e harmonia descrevem toda a dimensão da dor de Maria, durante a crucifixão de seu filho Jesus. Bach compôs o Stabat Mater para uma orquestração muito simples, com dois oboés, um violoncelo e uma viola da gamba, apenas. – Talvez querendo destacar toda a pureza e ausência de ostentação da cena da mãe aos pés do filho querido, morto – e que nasceu numa estrebaria! – Sabe-se que Mozart, quando ouviu pela primeira vez o Stabat Mater chorou compulsivamente! E fico me perguntando: onde estavam as mães de Bach, Beethoven e Mozart? Por quê elas não ficaram conhecidas como eles? – A resposta é simples: Elas estavam muito ocupadas em criá-los!
Ao captar todos os ângulos da figura de Maria, pode-se concluir que a mulher, na dimensão do Stabat Mater, não é outra coisa senão o que faz de si mesma para os outros. O filho de Maria, ao morrer pela redenção da humanidade, inundou-a infinitamente com a graça transformadora e regeneradora. – E com ela, todas as mulheres deste Planeta!
A música de Bach não é um objeto de museu e sim um organismo vivo que, mais de 250 anos depois de sua morte, continua a emocionar. – Ela nos fala de humanidade, de dor, de prazer, de recolhimento, de espiritualidade e da simples alegria de viver! – E nela todo ser humano se reconhece e fica melhor!
Paulo Augusto de Podestá Botelho é Professor e Consultor de Empresas. Membro-Docente da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. www.paulobotelho.com.br
Paulo Botelho
Paulo Botelho (Paulo Augusto de Podestá Botelho) é Professor, Escritor e Consultor de Empresas para Projetos e Programas de Engenharia da Qualidade, Desenvolvimento Gerencial, Marketing/Vendas, Gestão Logística e Gestão Ambiental.
Através de sua empresa Paulo Botelho – Consultoria de Desenvolvimento – CNPJ 00.441.432/0001-38 – Registro MEC L-018663/80A, o Prof. Paulo Botelho está se disponibilizando, gratuitamente e sem compromisso, para a realização de Palestras de Capacitação Profissional, direcionadas a empresas e a instituições de ensino técnico e superior.
Membro da Equipe Fundadora da Embraer – Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A. Professor qualificado e credenciado pela JUSE – Japanese Unionship Scientifical and Engeneering – Center of TQM.
Autor do Livro Moinhos de Vento de Paulo Botelho - Contos e Crônicas
http://www.paulobotelho.com.br – papbotelho@uol.com.br – TEL (11) 4018-4007

