Nasajon Educacional
abr 082010
 


Pepe Lavandeira – GPN

Nestes dias de chuvas fortes e acontecimentos trágicos, aqui no Rio de Janeiro, pudemos observar situações onde os detentores do capital afloraram os seus sentimentos de apego ao capital.

Tivemos oportunidade de ver empresários forçando a ida de funcionários ao trabalho, considerando que a situação não era grave e que o apelo do Prefeito era Exagero.

 Muitos deles, é claro, nunca puseram “o pé na lama”. Sempre viveram em “berço esplêndido”, em casas luxuosas e protegidas e transitando em carros também luxuosos, sofisticados e protegidos.

Motivados não só pela ganância, mas também pelo puro desconhecimento das condições de localização e da qualidade da moradia de seus colaboradores.

Por essa mesma motivação, muitos empresários também delimitam aos candidatos a emprego, a distância máxima entre a residência e o emprego.

Este posicionamento do empresário, aliado à falta de transporte público de qualidade e a preço justo e à falta de políticas públicas, até por motivação política, fazem com que proliferem as favelas.

A FEBRABAN divulgou nota informando que os bancos possuem meios de recebimentos remotos e que as contas deveriam ser pagas em meio à situação de calamidade, caso contrário incidiriam multa e juros. Lamentável!

É certo que o empresário, dito “capitalista” possui certo instinto “selvagem” e muitas de suas atitudes são movidas por ele.

O mais curioso, é que em busca de informações sobre a tragédia na televisão, tive oportunidade de assistir em um programa religioso evangélico, o pastor exaltado, aos gritos, conclamando o povo de Deus que “não ouvisse a voz dos homens”, mas “a voz de Deus” e que fosse para a igreja participar “do dia D”.

O desespero do “pregador da palavra de Deus” residia no fato de sua igreja ter programado, previamente, um grande evento, onde haveria grande arrecadação, e as instruções do Prefeito foram no sentido de que a população não saísse de casa.

Não preciso dizer, que as palavras do Prefeito seriam “as palavras do homem” e as dele pregador, seriam “as palavras de Deus”. A sua indignação seria o dinheiro que perderia por falta das contribuições do “seu povo” que ficaria em casa a pedido do Prefeito.

De outro lado, estão os políticos que agora choram as 3 a 4 décadas de descaso das autoridades em relação às políticas de habitação e à proliferação da ocupação das encostas. É certo que, estão mais preocupados com a sua reputação e imagem do que com os soterrados e desabrigados.

Está claro que nunca houve por parte desses políticos uma preocupação em relação ao meio-ambiente e à urbanização. Eles mesmos, nas suas campanhas populistas incentivaram essas ocupações irregulares e de risco, inclusive “doando” tijolos, cimento e ferro, para viabilizar essas construções. Outros até legalizaram essas ocupações irregulares.

A natureza, com sua sabedoria, está nos indicando as mudanças que precisamos fazer: precisamos pensar mais no próximo e no meio-ambiente.



Pepe Lavandeira

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Administrador de Empresas com Pós em Administração de Empresas e Gestão de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas, com experiência em formação de executivos, capacitação e aperfeiçoamento em ações estratégicas, através de treinamento e desenvolvimento de pessoas. Consultor e Analista de Marketing Digital, fundador do GPN, gerador de conteúdo relevante sobre Gestão de Pessoas e Negócios em ambiente Web 2.0. Disponibilidade para atuar como consultor para projeção de marca (empresa) ou nome pessoal em mídia digital, bem como na elaboração e divulgação de cursos e treinamento.


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