Nasajon Educacional
nov 042009
 


 Paulo Botelho – GPN

“Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar rei do espaço infinito”.

(Hamlet, de William Shakespeare, poeta e dramaturgo inglês).

nozesA primeira vez que vi uma foto do físico inglês Stephen Hawking fiquei desolado. E me perguntei: Como é possível formular e defender teorias com tantas limitações físicas; prisioneiro em uma cadeira de rodas?

Nascido em Oxford, Inglaterra, em 1942, exatamente no aniversário de 300 anos da morte de Galileu-Galilei, Hawking obteve o seu doutorado em física pela Cambridge University em 1966. Neste mesmo ano, foi diagnosticada nele uma doença degenerativa (Esclerose Lateral Aminiotrófica) que o mantém – até hoje – privado de locomover as pernas e de falar. Ele só escreve.

O príncipe Hamlet, de Shakespeare, sentia-se aprisionado na Dinamarca pelas angústias que lhe atormentavam. Mas, ao mesmo tempo, dizia que ainda que dentro de uma casca de noz poderia sentir-se rei do espaço infinito. Creio que, para Hawking, ocorre a mesma coisa. Para o cientista, o universo tem a sua história em tempo imaginário como esfera minúscula, ligeiramente achatada – lembra uma noz – codificando tudo o que acontece no tempo real.

Neste ano, a Editora Ediouro acaba de relançar o clássico “O Universo numa Casca de Noz”, de Stephen Hawking. Em uma linguagem simples, com poucos adjetivos e mais substantivos, o autor conduz o leitor às fronteiras da física teórica, onde a verdade é, frequentemente, mais estranha que a ficção, para explicar os princípios que controlam o universo. A Teoria da Relatividade e a Mecânica Quântica estão lá na “Casca de Noz” compondo o que ele chama de Teoria do Tudo.

Entretanto, o que o também inglês Shakespeare coloca na boca do príncipe Hamlet tem muitos significados; significa, principalmente, que podemos ser,com muita frequência, prisioneiros da sociedade que dita as regras e as leis; prisioneiros dos juízos de valores com seus conceitos e preconceitos. Não obstante, o nosso pensamento será sempre livre e solto. Somos livres e soltos para pensar e somos livres e soltos para dizer – e escrever – o que quisermos. Principalmente o que faz sentido. “Tudo tem sentido e essência na vida”, já dizia Platão, filósofo grego.

Outro inglês, Charlie Chaplin, mostra o sentido da vida em seus filmes. Ele soube, através do personagem Carlitos, isolar em seus dados pessoais, em sua inteligência e em sua sensibilidade, os elementos de irredutível humanidade. É como se diz em linguagem matemática: pôs em evidência o fator comum de todas as expressões humanas. – Tudo está na Casca de Noz!

Paulo Augusto de Podestá Botelho é Professor e Consultor de Empresas. Membro-Docente da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. WWW.paulobotelho.com.br



Paulo Botelho

Paulo Botelho

Paulo Botelho (Paulo Augusto de Podestá Botelho) é Professor, Escritor e Consultor de Empresas para Projetos e Programas de Engenharia da Qualidade, Desenvolvimento Gerencial, Marketing/Vendas, Gestão Logística e Gestão Ambiental.

Através de sua empresa Paulo Botelho – Consultoria de Desenvolvimento – CNPJ 00.441.432/0001-38 – Registro MEC L-018663/80A, o Prof. Paulo Botelho está se disponibilizando, gratuitamente e sem compromisso, para a realização de Palestras de Capacitação Profissional, direcionadas a empresas e a instituições de ensino técnico e superior.

Membro da Equipe Fundadora da Embraer – Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A. Professor qualificado e credenciado pela JUSE – Japanese Unionship Scientifical and Engeneering – Center of TQM.

Autor do Livro Moinhos de Vento de Paulo Botelho - Contos e Crônicas

 http://www.paulobotelho.com.br  – papbotelho@uol.com.br  – TEL (11) 4018-4007


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