Nasajon Educacional
ago 242009
 


geracaoyA chegada da geração Y, ou “game over”, ao mercado de trabalho pode exigir algumas mudanças na área de Recursos Humanos, para que as empresas estejam mais preparadas para lidar com o tipo de profissional.

“Esta geração precisa de contexto para se motivar a trabalhar. Assim como nos videogames, eles precisam que as coisas no trabalho sejam contextualizadas, explicadas e não simplesmente impostas. Eles precisam entender as razões pelas quais não podem fazer outras coisas. Sem contexto específico, o trabalho não sai”, explica a consultora em gestão de pessoas Andréa Huggard-Caine, palestrante do ConaRH (congresso nacional sobre gestão de pessoas).

Segundo ela, essa geração cresceu jogando videogames e desenvolveu habilidades importantes, como foco na resolução de problemas e facilidade no compartilhamento de informações. Porém, também possui o perfil do “game over”, ou seja, a capacidade de sacrificar as conquistas por acreditar que é possível recomeçar de uma forma melhor.

“É comum observarmos jovens da geração videogame lidando mal com a frustração e cedendo facilmente à prática do ‘game over’, ou seja, desistir de tudo para recomeçar novamente em algum outro lugar ou momento. Isso gera muitos complicadores para as empresas, já que nem sempre é possível mudar as coisas com a rapidez que essa geração gostaria”, completa.

Mudanças na liderança

Entre as mudanças que as empresas precisam para receber essa geração, além da contextualização, Andréa ressalta a mudança de atitude dos líderes. Isso porque, com essas pessoas, os chefes não podem simplesmente determinar como as coisas devem ser feitas, inibindo a vontade própria.

Para a consultora, os novos líderes devem “atuar mais como solucionadores de problemas, tirando do caminho aquelas coisas que impedem que as pessoas trabalhem, cresçam e se desenvolvam. Esta nova forma de encarar a liderança é algo que as áreas de RH precisam aprender a construir”.

Andréa também explica que essa geração tem como característica a facilidade em trocar informações, o que nem sempre é bem-visto pelas empresas. Isso porque, em algumas situações, isso pode levar ao vazamento de informações confidenciais. Para evitar que isso ocorra, é necessário comunicar constantemente aos funcionários o que é informação pública e o que é protegida, sem presumir que todos conheçam a diferença ou que basta falar no momento de integrar o empregado.

Roberta de Matos Vilas Boas – InfoMoney



Pepe Lavandeira

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Administrador de Empresas com Pós em Administração de Empresas e Gestão de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas, com experiência em formação de executivos, capacitação e aperfeiçoamento em ações estratégicas, através de treinamento e desenvolvimento de pessoas. Consultor e Analista de Marketing Digital, fundador do GPN, gerador de conteúdo relevante sobre Gestão de Pessoas e Negócios em ambiente Web 2.0. Disponibilidade para atuar como consultor para projeção de marca (empresa) ou nome pessoal em mídia digital, bem como na elaboração e divulgação de cursos e treinamento.


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