|Artigo|Metrô Rio – Má Gestão?
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Pepe Lavandeira – GPN
A partir da renovação do contrato de concessão com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, em dezembro de 2007, o Metrô Século XXI, projeto, que inclui a expansão da Linha 1 e outras melhorias, promete que mais que dobrará a capacidade do metrô carioca, de 600 mil passageiros/dia para mais de 1,1 milhão passageiros/dia.
Morador da Tijuca e trabalhando no Centro, não tenho oportunidade de ir trabalhar de metrô, e sou obrigado a colocar o carro na rua, contribuindo para poluir o meio-ambiente e desfalcar o meu bolso com pagamento de garagem e engarrafamento do trabalho até em casa, e imaginem por quê? Devido a obras mal projetadas e digamos desnecessárias do Metrô Rio, que durante quase todo o ano, consegue obstruir grande parte da Av. Presidente Vargas e toda a Av. Radial Oeste, para ligar nada a lugar algum.
A obra original, projetada ainda na época dos militares, e que contribuiria de fato para desafogar o volume de Clientes, foi abandonada definitivamente pela Governadora Rosinha Garotinho, para viabilizar a construção de um complexo de prédios da Petrobrás no quarteirão da Av. Henrique Valadares, R. do Senado e R. dos Inválidos (Obra que está comprometendo uma série de prédios e uma igreja) onde seria construída a estação Cruz Vermelha de um rabicho que ligaria a Estação Estácio até a Cruz Vermelha, passando pela Av. Henrique Valadares e Av. Chile, até a Estação Carioca, que na verdade é gigante daquele jeito, porque a parte da Av. Chile seria o terminal do Rabicho, ligando posteriormente a Praça XV, onde hoje estão sendo construídos prédios do TJ, ao lado do terminal rodoviário. Havia ainda expectativa que houvesse expansão até Niterói-São Gonçalo.
Vale relembrar que a Av. Henrique Valadares e a Av. Chile ficaram interditadas durante anos, e o terreno onde estão sendo construídos os prédios da Petrobrás, ficou destinado à obra desse rabicho por décadas e as obras subterrâneas, como desvio de esgoto, água, luz, etc. já foi realizado.
Toda a área do Estácio (Antiga Zona) foi desapropriada para a obra e os moradores foram indenizados. É claro que já reintegraram a posse.
Quando li as primeiras notícias a respeito das obras que garantiriam a renovação da concessão, fiquei desconfiado do tamanho dos investimentos. A estação General Osório em Ipanema já estava construída faltando apenas os acabamentos, assim como, o rabicho até a R. Uruguai, que é um estacionamento, recentemente fechado, junto ao Tijuca Tênis Clube.
Agora a comédia do ano, foi realmente a construção de uma linha paralela, com uma ponte “monumento” que liga o mesmo trajeto e nos mesmos trilhos. Como poderia essa obra aumentar a quantidade de passageiros transportados se não aumentaram o número de trens e não diminuírem os intervalos, e ao mesmo tempo aumentaram o trajeto em umas 8 estações.
Se não houve outros interesses na renovação da concessão do Metrô Rio, e se realmente a expansão foi projetada por engenheiros, e se eles eram competentes, esqueceram de consultar alguma criança sobre aquele mandamento da física de que 2 corpos não ocupam o mesmo espaço.
Teremos metrô para a Copa do Mundo 2010 e para as Olimpíadas 2016?
De quem seria a culpa? Algum Gestor ou algum Político?
Pepe Lavandeira
Administrador de Empresas com Pós em Administração de Empresas e Gestão de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas, com experiência em formação de executivos, capacitação e aperfeiçoamento em ações estratégicas, através de treinamento e desenvolvimento de pessoas. Consultor e Analista de Marketing Digital, fundador do GPN, gerador de conteúdo relevante sobre Gestão de Pessoas e Negócios em ambiente Web 2.0. Disponibilidade para atuar como consultor para projeção de marca (empresa) ou nome pessoal em mídia digital, bem como na elaboração e divulgação de cursos e treinamento.





