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Pepe Lavandeira – GPN
Ontem estava participando de um debate no grupo virtual Confra-RioRH sobre o controle que algumas empresas fazem sobre os acessos à internet, bloqueios e filtros. É certo que é um assunto bastante polêmico e até contraditório, mas o debate é importante, uma vez que, não existe no Brasil Legislação sobre o assunto.
Este é um assunto tão polêmico, que até paises, por motivos políticos, legislam ou controlam, até por decreto o uso de internet, como China e Luana.
Para não parecer uma opinião puramente pessoal, coloco abaixo, algumas atitudes que as empresas estão tomando e que forma publicadas em O Globo.
Mande o primeiro e-mail quem nunca usou a internet, no trabalho, para tratar de algum assunto pessoal.
Seja para dar uma olhadinha num determinado site de notícias ou para repassar um e-mail com fotos do aniversário do filho. Mas há quem extrapole o bom-senso e perca hooooras procurando amigos no Orkut, olhando fotos de mulheres nuas ou até mesmo planejando as tão sonhadas férias. Como internet e correio eletrônico são ferramentas relativamente novas, ainda não existem leis que regulamentem a possibilidade ou não de as empresas monitorarem seu uso. Enquanto as regras não chegam, as organizações vêm criando as suas próprias.
Cronômetro para monitorar e-mail
Na Intelig, por exemplo, foi cortado o acesso a 150 mil sites, 99% ligados a sexo. Na Bradesco Seguros e Previdência, as regras de controle são bem claras e rígidas. Muitos sites de relacionamento — como Orkut e MSN — e de entretenimento foram bloqueados. Além disso, a companhia implantou, em seu sistema, um software de controle de acesso, cujo gerenciamento é feito por categorias de endereços, que são classificados por conteúdo e por tempo de uso. Dessa forma, sites de entretenimento ou que possam conter informações especificamente sobre pornografia e pedofilia foram desabilitados.
E mais: o envio de e-mail pessoal não chegou a ser proibido, só que a utilização é cronometrada. Segundo a empresa, “as regras permitem cumprir as recomendações contidas no manual de política e normas corporativas de segurança da informação do grupo, possibilitando maior segurança ao sistema, além do aumento da produtividade”.
— Quando você acessa seu e-mail pessoal, por exemplo, a cada minuto entra uma caixa dizendo que você está sendo monitorado. Aí, você é obrigado a clicar em continuar ou voltar. É chato se sentir controlado o tempo todo — diz um funcionário.
O controle do uso da internet não surgiu por acaso. Pesquisas que foram realizadas pelas empresas de segurança Cerberian e SonicWall, com mais de 2.400 americanos, mostram que 50% dos entrevistados passam mais de 10% do tempo em que estão no trabalho navegando para tratar de assuntos pessoais, o que equivale a cerca de quatro horas semanais — ou, aproximadamente, nove dias por ano.
Goiamy Filho, gerente de produto da CTT Telecon, empresa de consultoria em tecnologia da informação, em São Paulo, afirma que parte da produtividade é perdida em assuntos não pertinentes aos negócios:
— O mau uso da internet no trabalho representa um prejuízo para as empresas em torno de US$ 85 milhões ao ano, segundo dados fornecidos pela Web-sense.
Regras bem claras já na hora de contratar
Há empresas que já tratam do assunto internet no momento das contratações.
Fonte: O Globo
Pepe Lavandeira
Administrador de Empresas com Pós em Administração de Empresas e Gestão de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas, com experiência em formação de executivos, capacitação e aperfeiçoamento em ações estratégicas, através de treinamento e desenvolvimento de pessoas. Consultor e Analista de Marketing Digital, fundador do GPN, gerador de conteúdo relevante sobre Gestão de Pessoas e Negócios em ambiente Web 2.0. Disponibilidade para atuar como consultor para projeção de marca (empresa) ou nome pessoal em mídia digital, bem como na elaboração e divulgação de cursos e treinamento.





