Nas minhas pesquisas sobre a forma de atuação do usuário brasileiro nas Redes Sociais, percebo que o brasileiro não se preocupa com a repercussão que as suas ações na rede possam causar no seu ambiente corporativo. Aparentemente considera que haja uma distinção entre a vida particular e seu ambiente de trabalho, o que não é uma verdade absoluta.

Os usuários norte-americanos do Facebook e de outras redes de relacionamento, possuem um receio em comum quanto à forma de lidar com pedidos de amizade vindos de seus superiores ou seus subordinados. Pesquisas revelam que aproximadamente 60% dos norte-americanos consideram a aceitação de amizade como uma atitude de irresponsabilidade.

Interessante é que essa mesma pesquisa que condena a amizade virtual entre chefes e funcionários aprova com quase 80% a amizade virtual entre os colegas de trabalho.

Esse assunto por lá é tratado como responsabilidade pessoal. Por falar em responsabilidade, o que fazer quando os cargos mudam? Como agir se seu colega virou seu chefe? E se você virou chefe dele? -Você deixaria de ser amigo dele? Neste caso, entramos num campo onde as decisões de responsabilidade se tornam difíceis.

Por lá, os usuários de mídias sociais no trabalho, não gostam de fazer atualizações de status do Facebook, não gostam de publicar fotos nem “tweetar”. A grande maioria afirma ainda ser inaceitável assistir a vídeos on-line. Em contrapartida, eles consideram aceitável a verificação de e-mail pessoal no computador do trabalho.

Quando as pessoas concentram a responsabilidade no trabalho, elas possuem um maior discernimento das atitudes responsáveis a tomar. Mas elas fazem realmente isso? Muitas vezes a realidade é bem diferente!

Os norte-americanos possuem posições bem divididas sobre a questão de utilização dos dados dos perfis dos candidatos a emprego nas redes sociais de relacionamento. Por lá o posicionamento fica meio a meio. O que você acha disso? Aceitável ou inaceitável?

As mídias sociais também podem levar a algumas decisões difíceis quando se trata de família e relacionamento. Sessenta por cento dos entrevistados afirmam que é “completamente aceitável” deixar de ser amigo de um ex-namorado ou ex-namorada.

Mais de 40% dos pais acreditam ser irresponsabilidade postar fotos de crianças na Internet. Trinta e um por cento monitoram as contas do Facebook de seus filhos e quase 70% são amigos dos filhos no Facebook ou no MySpace. Mas 72% limitam o tempo dos filhos nas redes de relacionamento social.

Mais de 80% dos pais afirmam que os professores não deveriam interagir com os alunos on-line, mas se dividem quando o assunto é se o site de relacionamento deveria ser usado como prova para punir o comportamento de um estudante.

O comportamento em mídia social é extremamente complexo quando falamos em responsabilidade e nem sempre fazemos exatamente o que pensamos!

Qual a sua preocupação do ponto de vista de responsabilidade em mídia social?



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Pepe Lavandeira

Administrador de Empresas com Pós em Administração de Empresas e Gestão de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas, com experiência em formação de executivos, capacitação e aperfeiçoamento em ações estratégicas, através de treinamento e desenvolvimento de pessoas. Consultor e Analista de Marketing Digital, fundador do GPN, gerador de conteúdo relevante sobre Gestão de Pessoas e Negócios em ambiente Web 2.0. Disponibilidade para atuar como consultor para projeção de marca (empresa) ou nome pessoal em mídia digital, bem como na elaboração e divulgação de cursos e treinamento.

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