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Estudo da Lens & Minarelli aponta que mais da metade dos entrevistados desconhece o que vai fazer caso receba o bilhete azul
Mesmo cientes dos altos riscos que o aumento no número de fusões no País representam, 60% dos executivos não têm um plano B ao ser demitido. É o que revela pesquisa feita pela Lens & Minarelli, empresa especializada em “outplacement” (recolocação) e aconselhamento de carreira, com 286 profissionais do alto escalão entre 2007 e o primeiro semestre deste ano.
Segundo o levantamento, a maioria dos entrevistados disse não ter idéia de que rumo tomará caso receba o bilhete azul. “Muitos ainda se apegam a uma falsa sensação de estabilidade”, avalia Mariá Giuliese, diretora-executiva da consultoria. “Até porque a demissão é, para boa parte, um episódio inédito na carreira”.
Prova disso é que 63% vivenciam a experiência da demissão pela primeira vez, após um tempo médio de casa de 9,3 anos. Entretanto, 43% das pessoas afirmaram ter uma reação de choque quando são desligadas. Embora, ao mesmo tempo, 42% declarem sentir-se aliviadas por enfrentarem no dia-a-dia constantes pressões por resultados.
Em 2008, 85% dos profissionais demitidos – presidentes, diretores e gerentes – eram do sexo masculino e 79% possuíam pós-graduação. Além disso, a idade média deles caiu de cerca de 45 anos, em 2006, para 42,5.


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