Nasajon Educacional
ago 282010
 


Banda Case

A competitividade está cada vez maior e ser um empreendedor, não é tão fácil assim.
Temos ouvido muito sobre as diversas dificuldades que os jovens estão passando para entrar no mercado de trabalho, por esta razão o nosso papo de hoje fala sobre ter um sonho e colocá-lo em pratica.
Eu queria escrever algo diferente sobre o assunto, e como nada acontece por acaso, me deparei ontem com um vídeo que mostra o trabalho diário e a força de vontade de uma banda que mistura Pop Rock tradicional com ritmos diversos. Fiquei encantada de ver a satisfação deles e o amor de fazerem o que se gosta.
O GPN traz para vocês um bate papo gostoso que tive com a Lívia Valpassos da Banda Case.  Uma jovem sonhadora, que junto com seus amigos e parceiros de banda, são verdadeiros empreendedores.  Eles “batalham” para levar ao seu público o que possuem de melhor: à vontade e o prazer de cantar e porque não dizer, encantar.
Carla Coelho – Lívia, como começou a Banda Case?
Lívia Valpassos – Nossa, é uma longa história! Rs. Temos 10 anos de banda e tudo começou quando eu e uma amiga, que cantava comigo na época, decidimos participar de um festival de bandas. Colocamos um anúncio na Escola de Música Villa-Lobos, onde, na época, estudávamos música, e lá conhecemos a primeira guitarrista da banda, que chamou conhecidos dela para completarem o grupo. O resultado foi o 1º primeiro lugar no festival e, a partir daí, não paramos mais. Um pouco mais tarde, acabei sendo a única vocalista e durante esses anos, algumas pessoas já saíram e outras entraram, mas eu e o baixista estamos juntos na Case há 10 anos.
Carla Coelho – Vocês são jovens, carregados de sonhos e vontade de realizar o desejo de formar uma banda e vê-la crescer.  Como conseguem conciliar música, estudo, possível falta de incentivo familiar e trabalho?
Lívia Valpassos – É muito difícil, confesso. Por isso, que há essa rotatividade na banda. É cansativo ter que trabalhar, estudar, resolver problemas do dia a dia e questões pessoais e ainda dedicar um tempo não só para estudar música, como também para ensaiar e criar formas de divulgação do trabalho, que, na maioria das vezes, gera só prejuízo. Sem um “pistolão”, tudo complica, e se a família e os amigos não apoiarem, é pior ainda! Ainda bem que 80% da banda recebe esse apoio.
Carla Coelho – Como em todo negócio, encontrar os parceiros certos não é uma tarefa fácil, como a Banda Case encara isso?
Lívia Valpassos – Tudo é um aprendizado. Em relação aos músicos, nunca atraímos pessoas desonestas, muito pelo contrário. Todo mundo que fez parte da Case não só gostou muito, como também deixou claro que gostaria de manter a amizade e o carinho. Mas, infelizmente, tivemos experiências ruins com produtores e um empresário. Há muitos picaretas nesse mercado, que se aproveitam do sonho e da vontade de tocar dos músicos para ganharem dinheiro e não repassarem pra gente. Isso acontece o tempo todo e logicamente já aconteceu com a gente. Agora estamos mais pé no chão e não acreditamos em qualquer conversa. Muito pelo contrário, preferimos contar com trabalho de pessoas indicadas e amigos.
Carla Coelho – Sabemos que as bandas que levam a música a sério, tocam por amor e querem fazer dela seu trabalho diário, possuem uma caminhada árdua. Quais as maiores dificuldades que vocês estão encontrando para sair da “garagem” e chegar aos palcos?
Lívia Valpassos – Além dos picaretas que eu disse na outra resposta, a questão do “Qi”, do “pistolão”, do jabá é muito forte. Muitos músicos ganham isso fácil porque são parentes de alguém famoso, ou possuem dinheiro pra pagar o que os veículos de comunicação cobram pra divulgar uma banda. Tudo isso, acaba desmotivando alguns que precisam conciliar a rotina com o sonho, porque realmente fica pesado. Mas o segredo é acreditar que uma hora dá certo. O universo dá um jeito.
Carla Coelho – Lívia, eu te conheço e sei que você também compõe. O que é compor para você?  Você se utiliza de técnicas ou é pura inspiração?
Lívia Valpassos – As minhas músicas são puro sentimento. Elas têm vida própria! Aparecem quando eu menos espero. Às vezes no metrô, às vezes em uma reunião, ou quando acordo, mas sempre em algum momento de mudança na minha vida. Primeiro, chega a melodia e depois eu coloco na letra tudo o que estou sentindo com o cuidado de não repetir palavra e nem cometer nenhum erro de português como uma boa jornalista chata! Rs.
Carla Coelho – Eu li recentemente que o refrão da música “Basta”, explica tudo o que mais desejam: “Eu só queria encontrar, alguma chance pra tocar, e cantar, e encantar. Tudo o que eu quero é vencer e isso vai acontecer se eu tocar, e cantar, encantar…”
Conta para nós o que é: tocar, cantar, encantar e vencer.
Lívia Valpassos – Tocar e cantar é simplesmente o que nos deixa mais feliz. E a vitória para nós seria essa: ter mais espaço e oportunidade para finalmente nos dedicarmos para a música.
Carla Coelho – Hoje as empresas recrutam seus profissionais através das redes sociais, assim como os profissionais também divulgam seus currículos. O que vocês estão fazendo para divulgar o trabalho da Banda Case?
Lívia Valpassos – Além das divulgações que cada componente da banda faz nos perfils pessoais do Facebook, twitter, orkut e youtube, criamos um canal só da Case no youtube (www.youtube.com/casebanda), temos um twitter (@bandacase), um perfil no orkut, além da comunidade.
É isso aí…
Quando fazemos o que gostamos, tudo conspira para dar certo.  Essa é a minha previsão para a Banda Case. Tudo dará certo e eu já estou garantindo o meu autógrafo!
Também quer um autógrafo? Faça um contato com a Banda Case, você não vai se arrepender.



Carla Coelho

Especialista em Recursos Humanos, Pós Graduada em Gestão Estratégica de Recursos Humanos. Atualmente trabalha como Coordenadora de Cursos na Nasajon Educacional, uma nova unidade de negócios da Nasajon Sistemas considerada uma das Melhores Empresas para se Trabalhar do Rio de Janeiro e na área de TI e Telecom.

Editora do GPN, Coordenadora de eventos voltados para o desenvolvimento profissional e de negócios da Rede Presencial Gestão e Negócios e moderadora do grupo virtual Confra-RioRH.


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