|Artigos|10 etapas que podem fazer a diferença na hora de driblar a crise
|
|
|
Nori Lucio Jr. – GPN
O futuro do seu concorrente a Deus pertence. Não o seu!
Não importa a temperatura do mercado, elaborar um orçamento cuidadoso é uma atitude prudente que premia o gestor competente que trabalha de forma assertiva pela perpetuação da empresa.
Independente do tamanho ou segmento de mercado em que atua a empresa deve obrigatoriamente elaborar um orçamento detalhado baseado numa perspectiva de vendas assertiva para o ano fiscal.
Ambos, orçamento e previsão de vendas, são tarefas elementares e ordinárias.
O orçamento, na sua definição mais grosseira, é a ferramenta que equaciona as fontes de receita versus os custos, despesas e investimentos. É, portanto, indispensável na tomada de decisões.
O responsável por facilitar este processo deve promover sinergia entre as áreas de vendas, marketing, produto e financeira.
Para que se obtenha um bom resultado na condução desta tarefa, atenha-se aos fatos históricos da empresa e não maquie a realidade. Não permita “chutes” sobre as perspectivas de vendas e evite também atitudes que tentam encontrar “pelo em ovo enquanto o elefante passa pela suas costas”.
Assertividade é a virtude a ser alcançada neste processo!
Na prática o orçamento elimina o “entusiasmo vazio” de gestores falastrões e preguiçosos, transformando esta energia pouco confiável numa equação matemática eficiente.
É importante calcificar a idéia de que:
Planejamento Estratégico e Orçamento são ferramentas complementares. O planejamento estratégico traça um caminho que projeta a empresa no médio-longo prazo enquanto o orçamento materializa cada passo que será dado neste caminho.
Um Planejamento Estratégico sem Orçamento tende a ser apenas um sonho.
Um Orçamento sem Planejamento Estratégico tende a ser apenas
uma planilha de despesas elaborada pela tesouraria.
Existem escolas que defendem o planejamento e o orçamento, outras que abominam. A primeira defende a previsibilidade e a boa gestão dos recursos humanos e financeiros, a outra defende a intuição e a massa crítica dos diretores da empresa. Qual seguir então?
Se você julga que sua empresa foi criada para perpetuar-se ao longo de décadas e séculos e que a liderança e a intuição do brilhante dono, fundador, que a criou não estará presente para sempre, recomendo fortemente que você opte por um caminho mais tangível, ou seja, planeje o futuro da empresa.
10 PASSOS PARA ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO
Antes de começar documente as premissas que envolvem o orçamento. Faça uma análise consciente do ambiente que a empresa está inserida listando suas variáveis controláveis e incontroláveis.
Não tente transformar-se como num “passe de mágica” num analista de mercado nem “pai de santo” tentando desvendar as incertezas do futuro. Atente-se aos fatos!
Nori Lucio Jr. é fundador da brandME (www.brandme.com.br), consultoria especializada em planejamento estratégico e de marketing. Possui 20 anos de experiência na indústria de tecnologia, com passagens pela gerência de marketing, comunicação e canais da Intel® e Microsoft®. É formado em Administração com mestrados em Marketing (ESPM) e Finanças (FIA/USP), extensão em psicologia comportamental com foco em Marketing (UC- Berkeley) e certificações em Balanced Score Card (IBMEC) e 6 sigma.

